
“I want youuuuuu, I need youuuuuu”. A musiquinha estava em todo canto do Japão, ao menos em agosto. Isso porque AKB48 está sempre em todo canto do Japão. Mas antes, que birosca é essa de Num-sei-quê-quarenta-e-oito?

Display do AKB48 em uma loja da famosa rede Tower Records, em Ōsaka
AKB48 é um grupo de 48 garotas japinhas que cantam e dançam sincronizadamente e, mais importante, são bonitas. Digo “mais importante” não por mim, mas pelo próprio público do grupo. Pelo som delas, como se pode ouvir no link do “musiquinha” acima, é de se imaginar que seu público são minas adolescentes, certo? Na verdade, boa parte do público são marmanjos que gostam de ficar babando nas garotinhas.
Cantinho vendendo tranqueiras do grupo (tem muitas, de todo tipo).
Isso foi numa loja grande em Ōsaka que vende desde doce,
até roupas, eletrônicos e joias —- uma zona.
É até interessante notar que o “AKB” nome do grupo é um tipo de abreviatura de Akihabara, o famoso bairro-reduto nerd de Tóquio. Isso porque o grupo foi formado originalmente em 2005 pra se apresentar num teatro no bairro. Hoje, as apresentações continuam e ocorrem todos os dias.Isso foi numa loja grande em Ōsaka que vende desde doce,
até roupas, eletrônicos e joias —- uma zona.
Como eu passei o mês de agosto inteiro vendo promoção e produto do AKB48 em tudo quanto é lugar, fiquei também pensando porque tanto marmanjo curte essa parada. A impressão que dá é que a sociedade japa é tão reprimida e estranha (no estilo “ninguém come ninguém”) que acaba chegando a esse ponto. Veja bem, passei uns dias em Ōsaka e Tóquio. Ōsaka não é tanto assim, mas em Tóquio, que dá a impressão de ser um lugar “mais japonês”, as pessoas normalmente nem se olham. Você não vê muita gente conversando na rua (e quando conversam, tem que falar meio baixinho e tal) ou casais andando de mãos dadas, etc. Pode ser um lugar meio foda pra quem tá acostumado com uma parada um pouco mais acalorada, como o Brasil. Só indo lá pra saber.
Chega-se ao ponto de que, se tem na rua um grupo de amigos, jovens marmanjos, e passa aquele avião (em Tóquio, no calor, normalmente de saia ou short bem curtinhos), NINGUÉM OLHA. Nem disfarçadamente. Muito menos um cara chega junto em uma mina pra passar um xaveco. Aliás, até mesmo em balada isso é incomum pros japoneses. Fico com a impressão de que tais atitudes são socialmente condenáveis pra eles, ou algo assim.
Nesse contexto todo, temos caras que compram revistas e DVDs de mulheres gostosas de biquíni, pornografia com censura, ladrões de calcinha, caras que casam com personagens de videogames e, claro, marmanjos que curtem coisas como AKB48.
Crendospai! Nenhum Bison dá conta disso!
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